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| Manejo |
| 10 de Outubro de 2008 às 14:44:06 · Equipe Haras REPOL |
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Foram muitas as dificuldades até se acertar o manejo no Haras REPOL. Algumas perdas ocasionadas por um manejo inadequado, fruto da falta de experiência de Eustáquio Maia serviram para que ele fizesse uma reflexão.Até que Eustáquio resolveu mudar esta situação. Trocou sua equipe e contratou profissionais mais experientes e passou a dar a devida importância ao manejo. Hoje, ele mantém na propriedade um veterinário em tempo integral, que não só cuida dos animais enfermos, como realiza todos os procedimentos de transferência de embriões, inseminação artificial e coleta de semem. Para isto montou dois laboratórios completos e adquiriu um aparelho de ultra-som, microscópio esterioscópico, centrífuga, placa aquecedora e estufa.
Sua nova equipe trabalha a tropa diariamente, rodam a fazenda, e ainda contam com a ajuda de dois tratoristas e do gerente José Aguiar, que informa tudo que acontece na fazenda. Ao todo, são dez funcionários.
O Haras REPOL produz toda a ração que é consumida na propriedade, em função da facilidade de obter matéria-prima. Ela é servida para garanhões, animais de pista e leilão e algumas doadoras sendo importante frizar que o restante dos animais fica em regime de pasto. “Utilizamos na ração um fator limitador de ingestão que é o sal. Os animais comem por dia cerca de 4 kg de ração, na qual são adicionados 250g de sal mineral. A ração é fornecida à vontade, porém os animais não conseguem comê-la de uma vez e, sim, em pequenas quantidades por vez. Com isto, acabamos com os problemas de cólicas na fazenda”, explicou Eustáquio.
De dia os garanhões são mantidos soltos. Já as potras novas têm piquetes próprios. As éguas recém-paridas ficam reunidas em outro piquete e a campo. À noite, os funcionários prendem somente os garanhões. “A vantagem deste manejo, com os animais soltos a pasto, é que você evita o stress, minimiza acidentes, diminui problemas de aprumos e da mais firmeza e equilíbrio ao andamento, sem falar no custo”, justifica o titular do REPOL.
Há de se ressaltar que potros de dois anos são criados juntos com as éguas prenhas. Isto não só tem ajudado a otimizar a área de pastagem, como também os torna mais calmos e mais sociais entre eles. “Mas, todo o cuidado é pouco, sobretudo, com éguas que abortam e podem dar cio logo em seguida. Por isto, é um manejo vigiado. Sinto uma evolução muito grande por conta deste manejo”, conta Eustáquio.
Ao mudar a lida no haras, o criador conseguiu reduzir em muito os acidentes, o número de cólicas, bem como vêm obtendo uma tropa sadia e vigorosa, pois, praticamente não há confinamento. |
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